quinta-feira, 21 de julho de 2011

                                        SINAIS DE PONTUAÇÃO

Pontos de Vista
Os sinais de pontuação estavam quietos dentro do livro de Português quando estourou a discussão.
— Esta história já começou com um erro — disse a Vírgula.
— Ora, por quê? — perguntou o Ponto de Interrogação.
— Deveriam me colocar antes da palavra "quando" — respondeu a Vírgula.
— Concordo! — disse o Ponto de Exclamação. — O certo seria:
"Os sinais de pontuação estavam quietos dentro do livro de Português, quando estourou a discussão".
— Viram como eu sou importante? — disse a Vírgula.
— E eu também — comentou o Travessão. — Eu logo apareci para o leitor saber que você estava falando.
— E nós? — protestaram as Aspas. — Somos tão importantes quanto vocês. Tanto que, para chamar a atenção, já nos puseram duas vezes neste diálogo.
— O mesmo digo eu — comentou o Dois-Pontos. — Apareço sempre antes das Aspas e do Travessão.
— Estamos todos a serviço da boa escrita! — disse o Ponto de Exclamação. — Nossa missão é dar clareza aos textos. Se não nos colocarem corretamente, vira uma confusão como agora!
— Às vezes podemos alterar todo o sentido de uma frase — disseram as Reticências. — Ou dar margem para outras interpretações...
— É verdade — disse o Ponto. — Uma pontuação errada muda tudo.
— Se eu aparecer depois da frase "a guerra começou" — disse o Ponto de Interrogação — é apenas uma pergunta, certo?
— Mas se eu aparecer no seu lugar — disse o Ponto de Exclamação — é uma certeza: "A guerra começou!"
— Olha nós aí de novo — disseram as Aspas.
— Pois eu estou presente desde o comecinho — disse o Travessão.
— Tem hora em que, para evitar conflitos, não basta um Ponto, nem uma Vírgula, é preciso os dois — disse o Ponto e Vírgula. — E aí entro eu.
— O melhor mesmo é nos chamarem para trazer paz — disse a Vírgula.
— Então, que nos usem direito! — disse o Ponto Final. E pôs fim à discussão.

Conto de João Anzanello Carrascoza, ilustrado por Will.
Revista Nova Escola - Edição Nº 165 - Setembro de 2003

terça-feira, 28 de junho de 2011

AS ESTAÇÕES DA VIDA




Cada estação do ano tem suas características bem específicas. O outono é a estação dos ventos fortes e das folhas que caem. É a vida que se renova. O inverno é a estação das chuvas fortes, do frio e da pouca luz. É a vida que se retrai. Na primavera, as cores revestem a natureza de uma beleza rara. É a esperança que desponta. E no verão, o brilho do sol e a força da luz exaltam a criação. É a vida em plenitude.
É interessante como a natureza conhece as suas estações e compreende a linguagem de cada uma delas. As estações do ano revelam a beleza presente na harmonia dos contrastes.
Tal como a natureza, a vida humana tem as suas estações. Nossa existência precisa ser compreendida, também, a partir dos seus contrastes. Perdas e danos; frio e calor; escuridão e brilho, fazem parte das múltiplas facetas da vida que se renova, que se refaz, e que triunfa vitoriosa, ainda que, de tempos em tempos, conheça a dor, as derrotas e o sofrimento. São as estações da vida, como momentos, necessários, da nossa existência.
Muitas vezes os ventos do outono sopram fortes contra nós, e, quais folhas, nossos sonhos vão embora, ao sabor dos ventos. Parece até que a vida vai sendo despedaçada e tudo vai desmoronar. São os ventos das grandes provações. Eles vêem em forma de enfermidades, lutos, perdas e desencantos. Embora seja a estação das folhas que caem, o outono é também o momento que a vida se renova. A Bíblia diz: "Depois da tempestade vem a bonança". Suportar o outono é renovar-se para a vitória.
Não é difícil perceber a chegada do inverno. O frio e a escuridão entristecem a alma. O coração reclama de uma lareira e um cobertor. É a estação da solidão, dos questionamentos profundos, de agudas crises existenciais. Tudo parece escuro ao nosso redor. Queremos algo que nos aqueça a alma e alguém que nos escute o coração. Mas, o inverno não dura para sempre! A Bíblia também afirma: "O pranto pode durar uma noite, mas a alegria vem ao amanhecer".
Quando tudo parece perdido, e pensamos não haver mais saídas, a semente começa a brotar. Nasce no coração uma esperança. É a vida que ressurge na força dos sonhos e, com eles, a existência se reveste de cores, outra vez. É a primavera chegando, trazendo a beleza que pensávamos perdida. Tudo parece se revestir de um novo sentido, como um poema de rara beleza.
No tempo certo, o sol volta a brilhar. É o verão que está chegando e com ele a luz que amplia a nossa visão, o calor que aquece nossos sonhos, e a força para resistirmos aos ventos fortes da dor. É a vida que triunfa. É a vitória, afinal. A Escritura Sagrada proclama Deus como o Sol da Justiça; e Jesus Cristo como a Luz da vida. Por isso, o verão é a estação da vida e da luz.
Seja qual for a estação pela qual você esteja passando, confie sempre em Deus, pois Ele é o Senhor da natureza e da vida. SEu poder é maior que a força dos ventos; sua presença embeleza a vida; seu Espírito aquece nossa alma e a Sua Palavra ilumina nosso caminho. Sejam quais forem, as circunstâncias, Ele tem poder para mudar o tempo e as estações

Pr. Estevam Fernandes de Oliveira
Fonte:http://www.doalto.com.br/ajudadoalto/estacoesdavida.htm


sábado, 16 de abril de 2011

EXPOSIÇÃO DE ARTES VISUAIS















segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

SEQUÊNCIA DIDÁTICA - LÍNGUA PORTUGUESA

Se preferir,  veja  o texto em forma de vídeo










sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Blog da pró Edenícia: Contador de visitas

Blog da pró Edenícia: Contador de visitas

JORNADA PEDAGÓGICA 2011